Com a alta nos custos de componentes para IA, Apple já reajustou sua linha de computadores e tablets, e especialistas preveem que o próximo iPhone 18 Pro também não ficará de fora, impactando diretamente o bolso do consumidor brasileiro.
Apple já reajusta preços de Macs e iPads
A Apple anunciou recentemente um aumento significativo nos preços de sua linha de Macs e iPads, justificando a medida pelo chamado “surto extraordinário” nos custos de memória e armazenamento essenciais para a expansão dos data centers de inteligência artificial. Produtos como o Mac Mini, MacBook Air e as diversas versões do iPad e Mac Studio tiveram valores elevados em até R$ 2 mil no câmbio atual. A empresa afirma que está absorvendo parte desse custo, mas a tendência é que o repasse ao consumidor final se consolide nos próximos meses.
Por que os iPhones atuais mantiveram o preço?
Curiosamente, a linha de iPhones lançada recentemente manteve seus valores inalterados. Analistas do mercado apontam que essa é uma estratégia comercial: elevar o preço de um modelo que já está no fim do ciclo de vendas poderia desencorajar a compra, deixando a Apple com estoques parados. Além disso, o lançamento do iPhone 18 Pro (e do esperado iPhone dobrável) está previsto para o final do ano, mantendo o foco do marketing no modelo atual.
A tendência do mercado: o iPhone 18 Pro vai subir?
Apesar da estabilidade temporária, a previsão do mercado é de que o iPhone 18 Pro não escape do reajuste. A Apple não é a única empresa enfrentando esse cenário; a Samsung já aumentou os preços da linha Galaxy S26 e fabricantes como Google e Nothing também alertaram sobre a inflação nos componentes de smartphones. Com a expectativa de aumento na memória RAM (para rodar IA localmente) e nos chips de armazenamento, os custos de produção disparam.
O impacto direto no consumidor brasileiro
Para nós, no Brasil, o impacto será duplo. Primeiro, devido à valorização do dólar e à carga tributária sobre eletrônicos importados, qualquer alta global tende a ser ampliada no varejo nacional. Segundo, a Apple pode adotar a estratégia de manter o preço base do iPhone 18 Pro estável, mas aumentar drasticamente o custo das versões de armazenamento superior (256GB, 512GB ou 1TB). Isso força o consumidor a pagar mais pelo mesmo desempenho básico ou buscar alternativas no mercado Android, que também verá preços subirem. Antes de fechar o contrato ou parcelar seu próximo smartphone, avalie bem se o modelo atual atende às suas necessidades, pois o custo-benefício tende a se tornar um desafio constante nos próximos lançamentos.