Uma das integrantes da equipe fundadora do Xbox prevê o fim dos consoles da marca, indicando uma transição total para serviços de assinatura e hardware de parceiros como a Asus.
Uma das criadoras do Xbox prevê o fim dos consoles
Laura Fryer, membro da equipe fundadora da divisão de videogames da Microsoft, anunciou em seu canal no YouTube uma previsão impactante: a era dos novos consoles Xbox pode estar chegando ao fim. Apesar do recente anúncio da parceria com a Asus para o ROG Xbox Ally, Fryer interpreta a jogada como uma saída gradual da fabricação de hardware próprio pela Microsoft.
Aposta total em Game Pass e hardware de terceiros
Segundo a executiva, a Microsoft está “apostando todo o seu negócio no Game Pass” e terceirizando a inovação de hardware para parceiros. Ela destacou que, embora o discurso de jogar “em qualquer dispositivo e plataforma” seja atraente para os fãs, a estratégia atual parece focada em serviços de assinatura em vez do desenvolvimento de máquinas exclusivas.
Confusão entre assinaturas e o fim dos exclusivos
Fryer também apontou a desorganização nos atuais modelos de assinatura. Os planos Xbox Core e Standard para console não incluem os lançamentos no dia 1, um grande diferencial da versão PC. Além disso, com o “Xbox Anywhere”, a marca não produz mais exclusivos de verdade, permitindo que os jogos sejam jogados em qualquer plataforma. Isso significa que a marca do Xbox pode simplesmente desaparecer como categoria de hardware, tornando-se apenas uma bandeira para jogos rodando em Windows e outros sistemas.
O que isso significa para o jogador brasileiro?
No mercado brasileiro, onde o custo dos consoles e jogos é historicamente elevado, a mudança de estratégia da Microsoft tem implicações diretas. A saída do hardware próprio tende a empurrar os fãs para alternativas como PlayStation, Nintendo Switch 2 ou o próprio PC gaming. Para quem busca custo-benefício e praticidade, os consoles tradicionais ainda oferecem uma experiência mais acessível e simplificada que a montagem de um computador gamer. Enquanto a Microsoft reorganiza seu modelo de negócios, o consumidor brasileiro precisará decidir se vale a pena manter-se no ecossistema Xbox ou migrar para plataformas que ainda priorizam o hardware dedicado.