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Google e universidade dos EUA testam data centers com 2 mil celulares Pixel antigos

Fabiano Venhorst

Fabiano Venhorst

Editor-Chefe & Reviewer Senior

Smartphones antigos dispostos em mesa, ilustrando o reaproveitamento de dispositivos eletrônicos

Pesquisa conjunta entre Google e Universidade da Califórnia converte celulares Pixel aposentados em clusters de computação, buscando reduzir custos e o lixo eletrônico.

O projeto por trás da iniciativa

O Google, em parceria com pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), desenvolveu um sistema que converte 2 mil celulares Pixel aposentados em um cluster de servidores funcional. A iniciativa visa testar a viabilidade de utilizar hardware descartado como alternativa de baixo custo para data centers, reduzindo a dependência de componentes industriais tradicionais.

Como funciona o sistema

Os dispositivos, majoritariamente modelos Pixel 4a, são conectados em uma infraestrutura com 20 racks e processam tarefas de computação em nuvem, como treinamento de modelos de inteligência artificial e armazenamento de dados. Apesar de cada smartphone ter uma capacidade computacional inferior à de um servidor dedicado, a agregação massiva permite que o conjunto opere com eficiência e estabilidade.

Impacto para o mercado e sustentabilidade

Para o consumidor brasileiro, o avanço reforça a importância da longevidade dos aparelhos e da gestão de resíduos eletrônicos. Com o aumento do preço de servidores e a pressão por práticas sustentáveis, a indústria de tecnologia busca alternativas que estendam a vida útil dos componentes. No Brasil, onde a geração de lixo eletrônico cresceu significativamente nos últimos anos, projetos como esse podem inspirar iniciativas locais de reciclagem e reutilização de hardware, além de influenciar futuros modelos de preços de serviços de nuvem e smartphones.

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