O Reino Unido descartou a criação de um interruptor de emergência para IA, alertando que tal medida seria ineficaz diante do desenvolvimento global da tecnologia.
Impossibilidade de controle unilateral
O Governo do Reino Unido informou ao BBC que não pode simplesmente ‘desligar a IA’, pois impedir o acesso a um modelo ou interromper certas infraestruturas locais não impediria que o mesmo modelo fosse desenvolvido e hospedado em outro lugar, onde poderia ser mal utilizado.
Reação de especialistas e empresas
O ex-pesquisador da OpenAI, Danial Kokotajlo, concordou que um país construindo um interruptor legal ou técnico não seria viável. No entanto, ele vê a colaboração entre empresas como uma solução potencial. “Desligar o acesso a um modelo de IA em uma emergência fará pouco para protegê-lo”, explicou Kokotajlo. “Você ainda será atropelado pelas superinteligências criadas nos EUA”.
Alerta sobre cibersegurança
O debate emergiu de uma discussão no House of Lords em 1º de setembro, impulsionada por uma carta aberta alertando sobre uma “janela limitada para fortalecer as defesas cibernéticas”. Mais de 100 empresas, incluindo OpenAI, Anthropic, Google, Microsoft, AWS e Adobe emitiram o alerta, pedindo que governos, empresas de segurança cibernética e desenvolvedores de IA de fronteira trabalhem juntos.
Próximos passos
O Lord Clement-Jones alertou anteriormente sobre o potencial de uma IA rogue, afirmando que os serviços de segurança e reguladores não possuem um mecanismo estatuto ágil específico para forçar o desligamento físico ou digital. Enquanto um interruptor de IA pode ser tecnicamente inviável, espera-se que empresas e órgãos legislativos colaborem mais efetivamente para reduzir os riscos futuros.