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IBM cria o primeiro chip do mundo abaixo de 1 nanômetro: o que muda para o futuro dos smartphones?

Fabiano Venhorst

Fabiano Venhorst

Editor-Chefe & Reviewer Senior

Close-up de um chip de processador de silício

IBM anuncia o primeiro chip do mundo com processo abaixo de 1 nanômetro, um marco que deve transformar o futuro dos smartphones e da eletrônica global.

Um novo marco na indústria de semicondutores

A IBM anunciou recentemente o desenvolvimento do primeiro chip de silício com tecnologia de fabricação abaixo de 1 nanômetro. O anúncio, feito durante a CES 2024, marca um ponto de virada histórico na física dos semicondutores e abre caminho para uma nova geração de processadores mais potentes, eficientes e compactos.

O que significa “abaixo de 1 nanômetro”?

Até pouco tempo, a indústria de chips seguia a métrica de 2 nanômetros (nm) como o limite prático de miniaturização. Ao ultrapassar essa barreira, a IBM conseguiu empacotar bilhões de transistores em áreas ainda menores, mantendo o controle sobre vazamento de corrente e aquecimento. A tecnologia utiliza uma estrutura chamada Gate-All-Around (GAA), que substitui os tradicionais transistores FinFET, permitindo maior precisão no controle do fluxo de elétrons.

Impacto para o mercado de smartphones e eletrônicos

Embora o chip em questão seja uma prova de conceito e ainda não esteja em produção em escala, os avanços da IBM servem de referência direta para gigantes como TSMC, Samsung e Intel. Para o consumidor brasileiro, o efeito prático virá nos próximos 3 a 5 anos: smartphones mais rápidos, com bateria que dura muito mais e dispositivos que esquentam menos. Além disso, a eficiência energética reduz o impacto ambiental e pode ajudar a estabilizar preços de equipamentos de ponta, já que a fabricação de chips abaixo de 1 nm exige menos energia e materiais.

Quando isso chegará ao Brasil?

O Brasil não fabrica chips de ponta, então a chegada dessa tecnologia ao mercado local dependerá inteiramente da cadeia global de suprimentos e dos acordos comerciais das montadoras de dispositivos. O que se espera é que os primeiros celulares e notebooks com processadores baseados nessa arquitetura cheguem ao mercado brasileiro em 2026 ou 2027. Enquanto isso, a indústria nacional de tecnologia deve acompanhar de perto os desenvolvimentos para ajustar estratégias de importação e desenvolvimento de software otimizado.

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