Um novo levantamento da HP com milhares de profissionais confirma que a adoção de IA está criando cargos e equipes, contrariando o medo generalizado de substituição humana.
IA como motor de geração de cargos, não de substituição
Um levantamento recente da HP, que entrevistou cerca de 20 mil profissionais em escritórios ao redor do mundo, traz dados robustos sobre o impacto da inteligência artificial nas empresas. Longe de substituir colaboradores, a tecnologia está sendo adotada como ferramenta estratégica para expandir operações. No Reino Unido, onde o estudo ganhou destaque, 60% dos líderes empresariais afirmam que a IA já criou novos cargos ou até equipes inteiras. Mais 19% esperam ver essa expansão nos próximos dois anos, somando 79% de influência positiva na criação de vagas.
Adoção prática e disparidade hierárquica
O uso diário de ferramentas de IA fornecidas pelas empresas subiu para 52% entre os britânicos, saltando de 38% no ano anterior. A tendência se repete globalmente: 59% dos gestores e 62% dos decisores de TI reportam expansão de funções. Curiosamente, a adoção não é uniforme. Enquanto 71% dos profissionais de TI e 56% da alta gestão utilizam agentes autônomos de IA, apenas 38% dos analistas e operadores de conhecimento (conhecidos como knowledge workers) fazem o mesmo. Isso indica que a transição ainda está em fase de maturação operacional.
O que isso significa para o mercado brasileiro?
No contexto nacional, a tendência reforça que empresas de tecnologia, finanças e varejo estão investindo em infraestrutura de IA para escalar serviços sem cortar pessoal. A prioridade agora, segundo especialistas da HP, é o investimento em capacitação. Para o profissional brasileiro, o cenário exige atualizar conhecimentos técnicos e de soft skills para operar esses sistemas. Ainda assim, 38% dos colaboradores manifestam receio de serem substituídos por máquinas ou por colegas mais familiarizados com a tecnologia. O conselho do mercado é claro: quem dominar o uso de agentes de IA terá vantagem competitiva, transformando a ferramenta em alavanca para promoção e criação de novas funções dentro das organizações.