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Meta cancela planos de cobrar assinatura para recurso de áudio dos óculos inteligentes após pressão pública

Fabiano Venhorst

Fabiano Venhorst

Editor-Chefe & Reviewer Senior

Meta cancela planos de cobrar assinatura para recurso de áudio dos óculos inteligentes após pressão pública

Apesar de manter a estratégia de monetização via assinatura para outras funções, a Meta confirmou que o recurso ‘Conversation Focus’, que ajuda na clareza do áudio, permanecerá gratuito.

Recurso de áudio será mantido gratuito

A Meta confirmou nesta terça-feira, após forte reação da comunidade, que cancelou seus planos de cobrar uma taxa de assinatura mensal para o recurso Conversation Focus dos seus óculos inteligentes com Ray-Ban. A função, que utiliza processamento local para melhorar a clareza do áudio durante conversas, era uma das principais justificativas para a nova política de monetização da empresa.

Contexto da polêmica

Inicialmente, a Meta anunciou que cobraria uma taxa de US$ 20 (aproximadamente R$ 100, considerando a conversão direta) por mês para acessar essa funcionalidade. A decisão gerou indignação entre os usuários e especialistas, principalmente porque o recurso opera diretamente nos óculos, sem necessidade de conexão com a nuvem, o que levanta questões sobre a real justificativa do custo recorrente.

Novo posicionamento da empresa

Em comunicado ao The Verge, o porta-voz Tyler Yee esclareceu que, embora o plano de cobrar por recursos premium continue valendo para outras funções ao longo do tempo, a função de acessibilidade e clareza de voz permanecerá disponível gratuitamente para os usuários do programa de acesso antecipado (Early Access). A empresa ainda está decidindo se a funcionalidade será gratuita permanentemente para todos os usuários ou se continuará restrita aos testadores por um período maior.

O que isso significa para o mercado?

Para o consumidor brasileiro, que já enfrenta preços elevados em dispositivos wearables importados, a decisão da Meta é positiva. Evita que os usuários sejam surpreendidos com custos adicionais mensais em funcionalidades básicas de acessibilidade e usabilidade. No entanto, a empresa deixa claro que a monetização via assinatura não foi abandonada, apenas refinada em resposta ao feedback do mercado.

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