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Por que os wearables estão perdendo o charme e como a indústria pode se recuperar

Fabiano Venhorst

Fabiano Venhorst

Editor-Chefe & Reviewer Senior

Por que os wearables estão perdendo o charme e como a indústria pode se recuperar

Especialistas apontam que smartwatches e óculos inteligentes estão perdendo o apelo cultural devido a modelos de assinatura, coleta de dados e falta de diversão, enquanto consumidores buscam alternativas analógicas.

O fim do ‘cool’ na tecnologia vestível

A indústria de wearables enfrenta um momento de reavaliação cultural. Especialistas e consumidores têm demonstrado crescente resistência a smartwatches e óculos inteligentes, preferindo cada vez mais produtos analógicos e sem conexão constante. A tendência reflete um movimento global de rejeição à ‘capitalismo de vigilância’ e à padronização de hábitos através de aplicativos de otimização de saúde e produtividade.

Assinaturas, privacidade e a polêmica dos óculos de realidade aumentada

Dois fatores principais alimentam essa mudança de percepção: a migração para modelos de assinatura recorrente e as polêmicas envolvendo privacidade de dados. Dispositivos que antes eram vendidos como produtos definitivos agora exigem pagamentos mensais para acessar funcionalidades básicas ou seus próprios dados coletados. Além disso, óculos inteligentes com câmeras discretas geraram debates intensos sobre gravação sem consentimento em espaços públicos e privados, manchando a imagem da categoria perante o grande público.

O que pode tornar os wearables interessantes novamente?

Para reverter esse quadro, a indústria precisa mudar a abordagem. A prioridade deve ser a transparência na coleta de dados, o fim de paywalls arbitrários e o foco em experiências de uso divertidas e personalizadas. Exemplos bem-sucedidos incluem relógios com sistemas de código aberto que permitem a criação de widgets por usuários e desenvolvedores independentes, além de aplicativos que conectam métricas de saúde a hobbies e passatempos, como jogos e livros. Ao valorizar a propriedade do usuário, a personalização e a diversão acima da monetização agressiva, os wearables podem recuperar a conexão emocional com o consumidor brasileiro e global.

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