Categoria de varejo do Reino Unido critica a decisão da Sony de acabar com os discos físicos da PlayStation até 2028, alertando que a medida reduz a liberdade do consumidor e impacta o mercado de jogos.
A decisão que redefine o futuro dos jogos
A Sony confirmou seu plano de encerrar a produção de discos físicos para a PlayStation até 2028, marcando uma mudança estrutural no mercado de games. A anúncio gerou forte reação da Entertainment Retailers Association (ERA), principal organização de varejo do Reino Unido, que classificou a medida como “um triunfo da conveniência corporativa sobre a escolha do consumidor”.
O que muda para o bolso do jogador
Para o consumidor brasileiro, a migração forçada para o digital traz implicações diretas no custo-benefício. Até agora, o formato físico garantia propriedade real do jogo, permitindo revenda, troca, empréstimo e preservação a longo prazo. Com a exclusividade do digital, os jogadores ficarão dependentes de licenças de software, preços de títulos que tendem a ser mais altos na PlayStation Store e a necessidade de manter conexões de internet estáveis para atualizações e downloads. A ERA destaca que, no Reino Unido, 45% dos jogos físicos vendidos em 2025 foram para PS4 e PS5, com um mercado que já movimenta mais de £300 milhões anualmente.
Silêncio da Sony e pressão dos fãs
Apesar dos números que comprovam a relevância do formato físico, especialmente entre gamers abaixo de 25 anos (25% ainda utilizam discos), a Sony não se pronunciou oficialmente sobre a polêmica. Em resposta, fãs da comunidade global já reuniram mais de 310 mil assinaturas em uma petição para reverter a decisão. A ERA reforça que a distribuição digital deve complementar os formatos físicos, e não substituí-los, preservando a saúde do setor e os direitos de quem já investiu em coleções e mídias físicas.