Leak revela que o Pixel Watch 5 pode manter o mesmo chip das gerações anteriores, mas ganha 50% mais RAM, o que é crucial para o desempenho da IA.
Os primeiros detalhes técnicos sobre o futuro Google Pixel Watch 5 começaram a circular, gerando uma reação mista entre os fãs de dispositivos Wear OS. A descoberta foi feita pelo site especializado 9to5Google, que encontrou as especificações em uma lista no Google Play Console sob o código interno ‘godric’.
O desafio do processador
O ponto que mais preocupou a comunidade técnica é a indicação de que o relógio inteligente utilizará o chipset Qualcomm SW5100. Este é o mesmo processador presente no Pixel Watch original, Pixel Watch 2, Pixel Watch 3 e Pixel Watch 4.
Para o consumidor brasileiro e global, isso sugere que não haverá um salto significativo de performance bruta. Em um mercado onde a concorrência (como Samsung e Garmin) atualiza seus chips anualmente, a Google parece estar priorizando a estabilidade e a eficiência energética em detrimento da velocidade pura nesta nova geração.
A memória como aliada da IA
Apesar da decepção com o processador, há um dado positivo no vazamento. O Pixel Watch 5 deve vir equipado com 3GB de RAM, um aumento de 50% em relação aos 2GB das gerações anteriores.
Essa atualização é crucial para a experiência do usuário no Brasil, onde o uso de assistentes de IA localizados e monitoramento de saúde em tempo real exige mais da memória do dispositivo. Com a integração do Google Gemini se tornando padrão nos wearables, a maior capacidade de memória deve compensar a falta de um chip mais potente, garantindo que o sistema operacional e as aplicações rodem de forma mais fluida e responsiva.
O que esperar?
A expectativa é que a Google lance o dispositivo ainda em agosto. A pergunta que fica para os potenciais compradores é se a experiência de uso, ampliada pela memória extra, valerá a pena para quem já possui um Pixel Watch 2 ou 3, cuja vida útil está chegando ao fim.