A equipe do The Game Bakers, responsável por Furi e Cairn, revela que seu próximo projeto pode surpreender ao priorizar experiências memoráveis e riscos criativos em vez de apelo massivo.
Uma filosofia baseada na experiência, não no volume
O The Game Bakers, estúdio francês conhecido por títulos como o frenético Furi, a co-op Haven e o aclamado Cairn, tem uma abordagem de desenvolvimento que desafia o padrão da indústria. O diretor criativo, Emeric Thoa, explica em entrevista recente que a prioridade da equipe não é agradar a todos, mas sim criar jogos que os jogadores ‘lembrem para sempre’.
Riscos calculados e a cultura do nicho
Para Thoa, é melhor ‘ser amado por 10 pessoas do que apenas apreciado por cem’. Essa filosofia explica a grande variedade mecânica entre os lançamentos do estúdio e uma decisão que, no mercado brasileiro, pode parecer arriscada, mas que tem se mostrado eficaz. Jogadores brasileiros de jogos indie e PC têm demonstrado crescente apetite por experiências autênticas, mesmo que sejam polêmicas ou complexas. O sucesso recente de Cairn, que garantiu análises quatro estrelas e prêmios de inovação, prova que a aposta em mecânicas únicas (como o sistema de escalada e exploração minimalista) ressoou com a comunidade.
O que esperar para 2026?
Em uma piada reveladora, Thoa brincou que o próximo título do estúdio pode ser um ‘MMO match-3 sobre amizade’. Embora seja claro que é uma provocação, a declaração reforça o compromisso do desenvolvedor em nunca repetir fórmulas. A equipe confirmou que o foco imediato é a expansão On the Trail, prevista para chegar em 29 de outubro, que adiciona novas camadas à jornada de escalada de Cairn. Sobre o futuro imediato, Thoa admite que ainda não há detalhes oficiais: ‘Ainda é cedo para saber. Nem eu mesmo tenho certeza do que virá a seguir’.
Impacto para o consumidor brasileiro
No cenário atual de jogos, onde grandes publicadoras priorizam sequências diretas e monetização recorrente, a postura do The Game Bakers serve como um lembrete valioso: existem estúdios que valorizam a identidade criativa acima do volume de vendas. Para o jogador brasileiro, isso se traduz em acesso a experiências que priorizam a jogabilidade e a narrativa coesa, sem dependência de microtransações ou modos battle pass. Caso o próximo projeto venha a se materializar (seja ele um RPG, simulação ou a temida match-3 multiplayer), o estúdio já construiu uma base de fãs engajada e pronta para acompanhar cada passo.