Estreia nos cinemas norte-americanos a adaptação do clássico survival horror, elogiada pelos sustos, mas criticada pelo humor excessivo e distância da trama original.
O Sucesso Inesperado nos Salas de Cinema
A longa-metragem “Resident Evil” (2026), dirigida por Zach Cregger, acabou de estrear nos cinemas dos Estados Unidos com um recorde histórico: é considerada, por críticos como a Tom’s Guide, o melhor filme baseado em videogame já produzido. Embora o prêmio de “melhor adaptação” seja frequentemente disputado por franquias mais leves como “Sonic”, a crítica especializada aponta que este terror superou as expectativas do gênero.
Enredo: Raccoon City sob uma Nova Ótica
A trama se concentra em Bryan, interpretado por Austin Abrams, um entregador médico que precisa levar uma carga misteriosa para Raccoon City. O destino? Descobrir-se no meio de um surto viral causado pela corporação farmacêutica fictícia Umbrella, responsável por experimentos que transformam seres vivos em zumbis e monstros.
Diferente dos jogos anteriores, que exploravam profundamente a conspiração da Umbrella e o salvamento de Raccoon City, este filme foca na sobrevivência imediata do protagonista. Com apenas 90 minutos de duração, a narrativa é ágil e direta.
Polêmica: Terror versus Comédia
O maior ponto de discussão em torno do filme é o seu tom. Enquanto a primeira metade entrega sustos (jump scares) eficazes e uma atmosfera de terror genuína, a segunda metade tende para o humor. O protagonista é posicionado como um “avatar” do público, reagindo com frustrações cotidianas (como amaldiçoar a perda de um tênis carmelado derretido por ácido), o que gera identificação, mas acaba por interferir na tensão do horror.
Para os Fãs dos Jogos
Leitores exigentes da franquia de videogames devem gerenciar suas expectativas. O filme não é uma adaptação fiel. Ele contém easter eggs sutis e referências visuais (como mudanças de perspectiva), mas ignora grande parte do lore original. Para o público geral, a experiência é divertida e assustadora; para os puristas, pode ser frustrante pela irreverência demonstrada em relação à fonte original.
Disponibilidade no Brasil
A estreia nos cinemas norte-americanos ocorreu em 17 de setembro. Como é padrão para grandes produções da Sony Pictures no mercado brasileiro, a previsão de lançamento nas telas do Brasil ainda não foi oficializada, mas deve seguir o calendário internacional das grandes blockbusters de horror e ação.