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Hacker converte smartphone em PC de mesa com dois coolers de processador e roda Witcher 3

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Equipe Editorial

Hacker converte smartphone em PC de mesa com dois coolers de processador e roda Witcher 3

Um entusiasta modificou um Nubia Z70 Ultra, removendo a tela e instalando coolers massivos, para rodar Windows e Linux com desempenho surpreendente.

Um usuário do Reddit demonstrou um hack de hardware impressionante ao transformar seu smartphone em um computador de mesa funcional. O projeto, realizado com um Nubia Z70 Ultra, envolveu a remoção da tela original do dispositivo e sua substituição por um monitor externo, enquanto o corpo do telefone foi posicionado entre dois grandes coolers de processador de desktop.

Como funciona o mod

A lógica por trás da modificação é simples, mas ousada: o smartphone atua como a placa-mãe e o componente principal. Ao remover a tela, o usuário criou espaço para instalar dois coolers de CPU robustos que fazem contato direto com a blindagem do chip Snapdragon 8 Elite. Essa configuração permite que o processador móvel dissipe calor eficientemente, evitando o throttling (redução de desempenho por calor) típico de dispositivos compactos sob carga intensa.

Para o sistema operacional, o modder utilizou o Termux para rodar um ambiente Linux completo (XFCE) com aceleração de GPU. Através de camadas de emulação como Wine e Box64, ou o emulador nativo GameNative, o dispositivo consegue rodar aplicativos e jogos de Windows.

Desempenho e viabilidade

O resultado técnico é notável. O usuário relatou conseguir rodar The Witcher 3 em resolução Full HD (1080p) com gráficos no máximo, atingindo entre 20 a 30 quadros por segundo (fps). Esse desempenho é viável para jogabilidade, especialmente considerando que o dispositivo possui 24GB de RAM, um recurso valioso para a emulação.

É importante notar que para alcançar taxas de quadros mais altas, o usuário ativou o “Diablo Mode”, uma configuração que força o processador a operar com overclock e potência máxima. Sem essa ativação, as temperaturas diminuem, mas o desempenho cai. Além disso, o chip utilizado, embora poderoso, é uma geração anterior ao Snapdragon 8 Gen 5, sugerindo que novos processadores poderiam entregar ainda mais performance.

Impacto para o consumidor brasileiro

Embora este projeto seja um exercício de engenharia fascinante e não uma solução prática para o dia a dia, ele ilustra uma tendência crescente: a convergência entre dispositivos móveis e PCs. Para o público brasileiro, que muitas vezes enfrenta preços elevados de computadores de mesa completos, a capacidade de transformar um smartphone de alto desempenho em um PC básico é, teoricamente, interessante. No entanto, a complexidade do mod, a necessidade de conhecimento técnico avançado e o custo dos coolers tornam esta uma curiosidade para entusiastas, não uma alternativa acessível ao mercado mainstream.

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