Enquanto Sony prepara o fim dos discos, a Nintendo revela que quase 40% de seu faturamento com software ainda vem de cartuchos e caixas físicas.
A Nintendo acaba de publicar seu relatório financeiro do primeiro trimestre do ano fiscal que termina em março de 2027, trazendo dados interessantes sobre o comportamento dos consumidores brasileiros e globais. Os números revelam uma divergência clara de estratégia em relação à concorrência, especialmente a Sony.
Os dados revelados
Entre 30 de março e 30 de junho de 2026, a Nintendo reportou que 61,5% de suas vendas de software foram realizadas no formato digital. Isso significa que 38,5% dos recursos vieram de vendas físicas, como cartuchos para o Switch 2 e mídia para o Switch original.
Para contextualizar, as vendas digitais da empresa dispararam 90% em comparação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 132,7 bilhões de ienes. No entanto, é importante notar que esse percentual digital inclui não apenas jogos completos, mas também assinaturas do Nintendo Switch Online, upgrades de versão (como o Switch 2 Edition) e conteúdo adicional (DLC).
Contraste com a Sony
Enquanto a Nintendo mantém uma base sólida de vendas físicas, a Sony tem caminhado decididamente para o mundo digital. A empresa japonesa já confirmou seu plano de encerrar a produção de discos de jogos para o PlayStation até janeiro de 2028, uma decisão que tem gerado debates intensos sobre a propriedade de jogos e o futuro do colecionismo.
Outros gigantes do setor, como a Capcom, já se declararam preparados para esse cenário, afirmando que cerca de 90% de suas vendas de unidades são digitais, minimizando o impacto do fim dos mídias físicas.
O que isso significa para o consumidor?
Para o público brasileiro, que muitas vezes depende do mercado de revenda de jogos físicos e da disponibilidade de caixas importadas, a notícia é positiva. O fato de a Nintendo manter mais de um terço de suas vendas em formato físico sugere que a empresa não planeja abandonar os cartuchos anytime soon. Isso garante que os fãs da marca terão acesso a jogos tangíveis, facilitando a revenda e o empréstimo de títulos, práticas muito comuns entre os gamers brasileiros.